Alfredo Egito - Guitarra

Nasci em uma cidade chamada Imperatriz no Estado do Maranhão, em 28 de janeiro de 1982. Meu envolvimento com a música veio por intermédio de minha mãe Kátia Regina (já falecida) que me colocou por volta dos meus 10 anos em aula de piano. Lá eu aprendi que a música era algo tão maravilhoso e que eu nunca deixaria de ter em minha vida. Fui um aluno muito aplicado e com facilidade em aprender tudo que me era passado, chegando ao ponto de eu pegar escondido os livros de teoria da professora e estudar as lições das próximas aulas, quando ela dava uma saidinha. (risos) O Tempo passou e após o falecimento da minha mãe nos mudamos pra Goiânia.

Já em Goiânia, aos meus 15 anos, fui apresentado ao meu primeiro disco de rock nacional. Nada menos que Legião Urbana, que foi um marco inicial em minha vida no Rock. Já nessa mesma época tive minha primeira bandinha de colégio, eu nos teclados, tocando cover de banda nacionais e músicas próprias da banda. A banda chama-se Os Azeitonas. Com o passar do tempo fui conhecendo muito gente e, um grande amigo meu, que tocava violão na escola, me fez pegar encanto por esse extraordinário instrumento de corda.

Meu primeiro violão nem marca tinha, foi comprado em parceria com outro amigo meu que também queria aprender a tocar o mesmo, o violão custou na época R$ 25,00 que, para nós na época, era uma fortuna. Como foi adquirido por duas pessoas, cada um ficava com ele 1 dia. Conforme o tempo se passava, as influencias iam mudando, e eu, passando por toda a trilha que a maioria das pessoas passavam naquela época, de Legião Urbana para Guns and Roses, passando por Nirvana, Green Day, Ramones até que, finalmente, conheci minha primeira banda de Metal. Nesse caminho todo eu já havia tocado em várias bandas nos mesmos estilos das bandas que eu curtia na época. Dessas bandas, a que mais perdurou e que hoje significa muito pra mim se chamava Psycozzy, no qual eu era o Guitarrista e vocalista, a banda perdurou por quase 3 anos e tocamos em muitos lugares, me dando uma enorme carga de conhecimento em relação a apresentações e meio musical. A banda teve seu fim quando eu me envolvi 100% com o Heavy Metal, ouvindo meu primeiros discos de Heavy Metal. Metal Church e Iron Maiden. A partir dai eu descobri a luz no fim do túnel. (risos) Bandas como Helloween, Gamma Ray e Blind Guardian dentre muitas outras são minhas bases no Heavy Metal.

Quando comecei a fazer aulas particulares de Guitarra e estudar violão clássico, no centro Gustav Hitter, tudo mudou pra mim. Então deixei de tocar teclado de vez, me dedicando quase que 80% do meu tempo para o violão e a Guitarra. Até mesmo viola Goiana de 10 cordas eu arrisquei na época. Passei por muitas bandas e muitos projetos em Goiânia com grandes pessoas que me fizeram ter muito da experiência que tenho hoje em dia.

Com meu casamento e o nascimento de minha filha, resolvi dar uma parada em relação a bandas, Heavy Metal e coisas ligadas a isso, me dedicando a ser uma pessoa caseira: pai de família. Porém, com o passar dos anos a tristeza bateu e a vontade de tocar Heavy Metal fez com que eu tivesse o animo em recomeçar tudo. Comprei uma nova Guitarra e resolvi que de início não tocaria em banda de Heavy Metal, mas sim tocaria em alguma Paróquia da Igreja Católica. Como eu estava a procura de pessoas ligadas a Igreja, encontrei por acaso um amigo antigo, o Divino Lima, que me falou sobre a Rising Cross e me chamou para fazer um teste na mesma, foi quando passei a fazer parte dessa grande obra que para mim, não é hoje somente uma banda, mas sim um projeto de vida no qual eu deposito muito da minha fé e meu amor. Fazer parte dessa família para mim é como ter renascido como uma pessoa melhor. Pretendo levar a banda comigo, para cumprir nosso objetivo maior, semear o coração das pessoas o amor de DEUS ao som do Heavy Metal.

Hoje eu sou um cara muito tranquilo, gosto de todo mundo, amo minha Família, especialmente minha esposa, que me apoiou a voltar a tocar Guitarra. Sou Católico desde criança, porem realmente só fui entender o verdadeiro sentido do que seria ser um verdadeiro Católico algum tempo antes de me casar, devo muito a minha esposa e a família dela, por ter me mostrado o caminho de DEUS e me direcionar ao melhor caminho que um cristão pode tomar, que é o caminho do louvor a Cristo.

Não tenho muito a dizer sobre Guitarristas que me influenciam, eu tento ouvir e aprender com todos os bons guitarristas espalhados por ai, sendo do Metal ou não. Há apenas um que quando eu estava começando a tocar fazia meus olhos brilharem por um dia chegar perto de tocar o tanto que ele toca. Ele tocava com o Ozzy e chama-se Jack E. Lee.

Meu objetivo hoje é estudar mais e mais pra melhorar sempre minha técnica e poder fazer cada vez melhor algo que eu sempre gostei e que hoje faço por Amor a DEUS e a mim mesmo.

 

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